sábado, 21 de maio de 2011

Livro didático de Educação Física

Livro didático Educação Física - Livro didático Educação Física Estado do PR


A Secretaria de Estado da Educação do Paraná está disponibilizando gratuitamente os livros didáticos das disciplinas das escolas entre elas a da Educação Física. Os arquivos em PDF discorrem sobre os assuntos Dança, Esporte, Ginástica, Jogos, Brinquedos e Brincadeiras e Lutas.

Para fazer o download do livro clique no link abaixo:

terça-feira, 10 de maio de 2011

SABER jogar X SER um jogador

Qual a diferença entre saber jogar uma modalidade esportiva e ser um jogador? É a mesma entre o Adriano e Zico, ou a mesma entre o Ronaldinho Gaúcho e o Pelé.

O que eu quero dizer como isso? Bom, é inegável que os quatros atletas acima são ou foram grandes jogadores tecnicamente. Porém, será que todos foram bons jogadores moralmente e em termos atitudinais? Peço desculpas a alguém se não concordam com as comparações feitas acima. Porém, não quero me prender a nomes. Quem não concordar, escolha qualquer nome que lhe faça entender a diferença abordada.

Na escola, o que se vê muito são alunos querendo se mostrar habilidosos e grandes "jogadores", trazendo para dentro da aula, ranços que são vistos na televisão todo domingo à tarde ou quarta à noite. Costumo brincar que o pior dia para dar aula de educação física são nos dias seguintes a esses. Se o Neymar começar a usar uma chuteira rosa, não dá uma semana pra vários alunos aparecerem com a mesma chuteira.

Deixando o tema consumismo de lado desta discussão, o que quero colocar em pauta aqui é que mais do que saber jogar, é preciso ensinar ser um jogador, isto é, íntegro, cordial, solidário, habilidoso, protagonista, líder, agregador e que gere valores.

Para isso, usei com meus alunos uma reportagem (clique aqui) que trata da felicidade em praticar algum esporte e nos ensinamentos que uma derrota dá a alguém, seja ele o vencedor ou o perdedor.

Exercite isso também nos seus alunos.

sábado, 30 de abril de 2011

Tijuca e os esportes

Em comemoração aos 100 anos da Praça Saenz Peña, resolvi iniciar um trabalho que fazia anos atrás como bolsista na época de faculdade e tenho, há alguns meses atrás, trabalhado novamente em cima dela. Chama-se "Mapeamento das intalações esportivas da cidade do Rio de Janeiro". É um projeto inovador, importante e, acima de tudo, árduo.

A prefeitura do Rio de Janeiro, através do Instituto Pereira Passos, já fez um mapeamento esportivo. Porém, a crítica que faço a tal trabalho é que eles apenas quantificam cada bairro com os locais para a prática esportiva. Embora eu saiba a importância e necessidade de um levantamento com esse, ela não o relaciona com a população da região e nem avalia suas condições, assim como exclui equipamentos de lazer como mesas de xadrez e dama. 

Neste meu trabalho, além de quantificar, eu amplio o leque de atividades dando espaço para equipamentos esportivos e de LAZER. Além disso, eu os classifico por Tipologia. São elas:

1) Quadras cobertas: instalações cobertas, com marcações de futsal, basquete, voleibol e/ou handebol e destinados à sua prática.
2) Quadras descobertas: instalações descobertas, com marcações de futsal, basquete, voleibol e/ou handebol e destinados à sua prática.
3) Campos: instalações descobertas, em terreno como gramado e terra batida, que se destinam à prática de Futebol, Rugby, Hóquei em Campo, Beisebol etc.
4) Especiais: instalações ou espaços que não se encaixam em nenhum outra classificação acima como, por exemplo, Pista de skate, ciclovia, pista de atletismo, etc.

Além disso, eu avalio as condições dessas instalações para o uso da população nas seguintes categorias:

A) Condições das marcações;
B) Acesso a portadores de necessidades especiais (PPNE);
C) Iluminação;
D) Condições do piso;
E) Tipo de piso;
F) Presença de banheiros.

Os espaços visitados são todos públicos.

As referências para delimitar o bairro foi utilizado do site da prefeitura http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/.

Bairro com pouco mais de 8000 habitantes numa área em torno de 3200 ha (Fonte: Armazém de Dados), a Tijuca apresenta pouquíssimos espaços públicos de acesso gratuito para a prática esportiva e de exercícios físicos, direcionando o público tijucano a pagar para tal direito em academias, clubes etc.

A única quadra disponível, por exemplo, é de adminsitração do Shopping Tijuca, ficando restrita aos alunos das escolinhas que ali frequentam e ficando trancada nos outros horários. Cruel, não?

Além disso, a ausência de espaços públicos de qualidade, com uma urbanização pensada e planejada, deve-se em parte, ao meu ver, num direcionamento dos órgãos públicos para a especulação imobiliária, eliminando paulatinamente áreas de lazer e esportivas. Isso fere, inclusive, a Constituição Federal que garante à população o acesso ao lazer.

Perceba a enorme ausência de espaços para a prática coletiva de esportes como futebol, basquete etc. Na Tijuca, não há tais locais, mesmo tendo um quantitativo considerável populacional.

É válido destacar que a presente pesquisa ainda não foi finalizada devido a grandeza da mesma. Vejamos, portanto, os resultado obtidos até o presente momento:


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Slackline nas aulas de Educação Física

Uma modalidade nova que tem conquistando cada vez mais praticantes no Rio de Janeiro é o Slackline ou Corda Bamba.

Pela cidade, é possível ver esta atividade pelas praias pendurandas em seus coqueiros, em áreas como parques e áreas de lazer. Basta haver uma área livre com duas hastes fixas e firmes próximas.

O Slackline consiste em uma corda de 25mm de largura presa em duas hastes firmes e rígidas. O praticante busca subir e se equilibrar na corda, se movimentando e fazendo manobras que priorizam a concentração, equilíbrio e resistência.

Por ser uma atividade corporal nova e contemporânea, é possível trazê-la para dentro das aulas de Educação Física. Os alunos se motivam em praticar algo novo e inesperado dentro dos muros de uma escola, ainda enraigado por um conteúdo conservador  e tradicional.

E foi isso que aconteceu quando levei a corda para a minha escola. Apresentei a modalidade para o 4o e 5o ano do Ensino Fundamental. De uma forma geral, a aula foi um sucesso, porém vale a pena dar dicas e levantar algumas questões e impecilhos. Até porque, não se encontra artigos, estudos, monografias, crônicas etc que abordam a Educação Física e o Slackline. Vale, portanto, deixar minhas contribuições.

Passo a passo:
1) Primeiramente, expliquei do que se tratava o material e contextualizei com eles, fazendo menção às praias cariocas e perguntando se já haviam visto ou praticado tal modalidade.

2) Abordei a importância da normas de segurança. Lembrei que toda atividade física existe riscos de quedas, lesões etc. E cabe ao praticante, tomar as devidas precauções.

3) Expliquei como deveria ser a posição dos pés, joelhos, troncos e olhos:
3.1 - Pés: Ao longo da corda, dando passos um após o outro. Nunca colocando os pés perpendiculares à corda, pois teria menos superfície de contato.
3.2 - Joelhos: Retos ou semi-flexionados.
3.3 - Tronco: Ereto, não permitindo que o centro da gravidade abaixasse.
3.4 - Olhos: Fixar sua visão num ponto fixo a sua frente.

3) Formei duplas, sendo um para subir na corda e outro faria a segurança. Pedi para que todos tirassem os tênis e as meias.

4) Formei uma coluna de um lado da corda com quem iria subir e outra coluna com quem iria fazer a segurança do outro lado da corda.

5) A segurança era feita da seguinte maneira:
5.1 - O praticante seguraria no ombro do "segurança". Este, por sua vez, não seguraria o praticante. Apenas acompanharia-o pela corda ao seu lado.
5.2 - Eu sempre iria do outro lado. Apenas olhando a execução do movimento e ajudaria quando preciso.

6) Após percorrer a corda, a dupla voltaria para o final da fila. Só que trocariam as posições, o "segurança" subirá na corda e o praticante virará o "segurança".

Problemas a serem enfrentados e debatidos:
Algumas turmas minhas possuem mais de 30 alunos. Assim, formei em torno de 15 duplas. Sabendo que é uma atividade lenta e o andar pela corda requer atenção, concentração e paciência, o que fazer com as outras 14 duplas que aguardam na fila???

Essa é a grande dificuldade de uma aula como esta. Todo o professor sabe a dificuldade que é deixar os alunos atentos e quietos por muito tempo. Além disso, após uma aula de 50 minutos, por exemplo, pode ser que cada aluno tenha andando na corda apenas 1 ou 2 vezes apenas! Não parece tão proveitoso assim, né?

Soluções (?)
Coloco a palavra "solução" acompanhada de uma interrogação, pois obviamente não pretendo dar respostas prontas e fechadas. Cada professor sabe das suas necessidades e peculiaridades. Eu busquei minhas soluções. Então, cada um que busque a sua, correto?

1) Usei a corda para outros fins: trabalhei saltos e rastejos com os alunos. Ora afrouxava a corda, ora tensionava e subia a sua altura. Variava colocando colchões para os alunos caírem e etc.

2) Usei a corda para fazer jogo de arremessos, fixando alvos (garrafas pet, bolas etc) em cima da corda tencionada ou arremessando bolas por debaixo da corda e buscando acertar alvos do outro lado da quadra. Depois, pedi que arremessassem por cima da corda também.

3) Criei circuito com vários obstáculos (plintos, colchões, cones, bambolês, trave de equilíbiro e, por último, a corda bamba.

Enfim, espero ter colaborado com outros professores de educação física. Pontuei problemas que envolvem a temática e apresentei soluções.

Acredito na Educação Física atenta às novas tendências e modalidades contemporâneas e urbanas. Vale a pena tentar! Os alunos no final sempre aprovam pedindo "Quero Mais!".

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval popular e sem barreiras

É uma festa popular inacreditável, que não tem como narrar em palavras o que ela significa. Mas, enfim, tentarei fazer a minha parte...

Apareci na Praça XV, domingo de manhã, para acompanhar o Bloco "Cordão do Boitatá", só que quando cheguei lá o bloco já tinha praticamente terminado. Meu tamborim nervoso e eu ficamos decepcionados. Só que uma maigo meu que foi comigo disse que sairia logo depois um outro bloco chamado "Cordão do Boi Tolo". 

Fiquei para acompanhar. O referido bloco comecou muito forte e intenso, pelas vielas do centro: Rua do Mercado, Ouvidor, Travessa Tocantins etc. Logo na primeira curva já estava inserido na bateria, com aqueles isntrumentos de sopro que ecoam a melodia por mais tempo e alcança mais longe os ouvidos dos foliões. Fui até o final e fiquei impressionado com a força daquele bloco até então desconhecido por mim e por muitos outros. 
Ao chegar em casa, soube pela imprensa que aquele bloco começou com pessoas que não se conheciam e que foram para assistir o Boitatá e chegaram lá e não viram o bloco passar, pois foram no horário errado. 

O engraçado é que aconteceu o mesmo comigo, porém tive o prazer de encontrar o Boi Tolo que defende as características originais dos blocos cariocas, sem bahianização, sem cordas, onde o músico está no mesmo patamar do folião, sem trajeto definido, sem carros de som, sema abadás etc... Sem a mercantilização do carnaval que tá tomando conta desta festa popular. O Boi Tolo não pode se render à prefeitura e continuar saindo sem qualquer permissão dos órgãos públicos, não por querer subverter as regras, (até que quer  sim...), mas por ser uma força contra ao que existe hoje. Afinal, temos que ver empresa de cerveja dominar e ficarmos quietos? Não foi assim que fui criado. Se algo me perturba, sigo criticando!

Parabéns ao Boi Tolo, um bloco, por que não dizer, anárquico e que leva milhares de foliões junto consigo. 

Ao chegar e casa (exausto), olhei pra camisa que vestia. A estampa dela dizia ("Recicle ideias"). Depois do dia de hoje, percebi que NADA É POR ACASO.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Volta às aulas

Primeiro dia de aula esta semana.

Logo após o dia de trabalho, fui pra casa pensando e refletindo sobre aquele primeiro dia, analisando o que deu certo e o que deu errado. Resumidamente, ele foi ótimo: as turmas são boas, animadas, educadas etc. Sempre tem um ou outro que você já percebe que vai te dar um pouco mais de trabalho. Normal, né?

O que mais me intrigou nesse primeiro dia é perceber que a Educação Física convive com um dos MAIORES RANÇOS DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. Para quem acha que a disciplina é algo fácil a ser ministrado, está redondamente enganado. Embora seja a matéria que os alunos achem a mais divertida e a mais prazerosa, ela convive com um nó extremamente sério e de difícil resolução.

Eu já sabia que a disciplina possuía entraves, só que desta vez percebi que não se tratava de uma simples dificuldade, mas, sim, tratava-se de uma enorme omissão histórica.

Primeiramente, imaginava começar o meu ano letivo indo até a sala de cada turma e iniciar a minha aula ali, me apresentando, dando boas-vindas a possíveis alunos novos, explicando o que faríamos aquele ano etc. Porém, fui surpreendido com os alunos correndo direto para a quadra da escola, procurando o professor (que era eu).

Em seguida, antes mesmo de me apresentar e acalmá-los, pedindo para que sentassem na arquibancada do campo do colégio, um aluno logo disse:

"Vai ser futebol hoje?"

Outro completou:
"Qual vai ser o time?"

E pra finalizar, o toque feminino:
"Vai ter queimado?"

Confesso que não esperava isso deles. Sei que os alunos são fissurados em futebol e queimado na escola, mas não imaginava isso antes mesmo de eu dizer "Bom dia". Ingênuo eu, não?

Taí um dos grandes ranços da escola!

Embora todos gostem muito de Educação Física, todos só querem futebol e/ou queimado. E o pior: futebol só pra meninos e queimado só para meninas.

Os motivos para esta configuração são vários. Após essa reflexão desta semana, chego a 3 justificativas e gostaria de dividir com todos. Vejamos:

1) A época Esportivista a partir da década de 70, utilizada pelo período militar do nosso país, onde o Brasil seria uma "potência mundial" e os atletas são os "soldados da nação".
        Só que o que mais me intriga é que tudo nessa vida tem fases, porém esta fase NÃO ACABA!!! Isso me leva a crer na segunda justificativa.

2) A disseminação da cultura do esporte através da mídia, ou melhor, a MONOCULTURA, já que os grandes veículos de massa so transmitem futebol. Com exceção das épocas de Olimpíada ou outro campeonato mundial (como o vôlei) e canais a cabo especializados em esporte.
        Além disso, as marcas e o apelo pelo o melhor produto de qualidade, associados a esportistas famosos, atrelam esta monocultura ao consumo, o que tende a aproximar o expectador do espetáculo.

3) Esse último ponto é o que mais me incomoda. Os alunos chegam até você "viciados" por essa monocultura que o professor de educação física alimenta ainda mais quando aplica apenas esta tal monocultura que destrói a Educação Física. Como os meus alunos vão se interessar pelo que eu quero apresentar a eles se eles só conhecem o futebol/queimado? Isso faz com que o meu trabalho seja mais difícil. Não que seja impossível, fazê-los gostar, porém o caminho torna-se mais tortuoso.

Não ache você que eu odeio futebol. Pelo contrário, eu amo! Sou vascaíno de coração, acompanho jogos etc. Porém, não sou refém dele. Tenho criticidade ao falar e jogar ele. E é isso que busco passar aos alunos.

Embora, todos amem a Educação Física, fazer algo inovador é motivo de desgosto, discussão e reclamação. Daí tem que surgir aquele professor "show man" para motivar os alunos àquela atividade "diferente".

Ah, sobre a minha primeira aula. Sabe o que eu fiz? Passei três vídeos na sala. Preciso dizer se eles gostaram? Lógico que não, né? Até eu começar a passar os vídeos....

Depois dos vídeos, de um grupo de 30 que não gostaram da ideia, passaram a ser 18. Após a apresentação do que teríamos nas aulas, o grupo se reduziu a 15.

Enfim, não consegui modificar todos, mas cheguei à METADE. Grande avanço, não?

Passo abaixo os vídeos para quem quiser usá-los.

Vamos à luta e pensem nisso.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Subúrbio carioca

Ontem, fui à feijoada da Portela, na quadra da escola que fica no bairro de Madureira, subúrbio carioca. Fora o calor e a desorganização urbana que impera no local, foi um programa ótimo, cheio de alegria, samba, feijoada (claro) e algumas reflexões.

Ao longo da caminho, que fiz de carro com três amigos da Tijuca ao destino final, conversamos sobre muita coisa: futebol, samba, mulher, etc. O caminho que fizemos foi um verdadeiro tour histórico-cultural da mais alta qualidade. Num país sério, esse trajeto seria considerado um "caminho espetacular da música". Vejam se estou errado:

Da Tijuca, pegamos a Boulevard 28 de setembro em Vila Isabel (alguém conhece Noel Rosa? Ah tá, só pra saber...). Posteriormente, pegamos um túnel com o mesmo nome do compositor e caimos na Rua 24 de maio e margeamos a linha do Trem, um equipamento extremamente característico do subúrbio carioca. Passamos pelos bairros do Jacaré, Méier, Engenho de Dentro, Quintino, Bento Ribeiro, Ricardo de Albuquerque, Cascadura e, enfim, Madureira. Chegando próximo a este último já víamos as as placas de sinalização indicado "Portela" e "Império Serrado".

Pelo caminho, além da linha do trem, vi também coretos seculares, pracinhas com crianças brincando no calor de 40 e poucos graus. Vi também buracos no asfalto e infrações de trânsito de mais variadas periculosidades.

Olhando para o alto, vi gatos de energia e pipas colorindo o céu. Dentro do carro (com o ar condicionado ligado, lógico), comentávamos sobre a importância do subúrbio carioca e sua "pacificação" com o advento das UPPs. As opiniões divergiam, mas isso seria um outro tópico a ser discutido.

Chegando lá na quadra da Portela, um calor sinistro, uma feijoada de qualidade e pessoas das mais variadas idades que se divertiam horrores. No palco, aqueles senhores com uma cultura popular do samba aflorando pela pele cantando músicas que homenageavam Clara Nunes. A crítica que faço é a desorganização que aquela região denota.

O planejamento urbanístico pensado para a Zona Sul do Rio deve ser o mesmo para a Zona Norte, Oeste e todo o subúrbio, lógico, cada uma com suas particularidades. Senti falta de uma valorização do espaço público daquela área, cuja responsabilidade seria da prefeitura do Rio. Aquilo ali era pra tá rodeado de turistas, assim como o Jongo da Serrinha (em Madureira também), o bairro de Vila Isabel, entre outros...

Voltando para casa, vi a cena que considero a mais emblemática do que é o subúrbio carioca: cadeiras de praia na rua, vizinhos conversando e um banquinho com cerveja em cima para fugir do calor (este último é opcional).

E hoje, um dia depois da minha visita, li a revista do Globo que na sua capa aborda como tema principal a importância do subúrbio carioca. E automaticamente fiz uma relação com o que eu vivi ontem.

O mais engraçado é que eu sempre vivi na Tijuca, bairro da Zona Norte que não é considerado subúrbio, mas um dos bairros mais tradicionais do Rio de Janeiro e talvez o mais tradicional da Zona Norte. Entretanto, sempre tive o privilégio de viver esse clima suburbano. Cadeiras na rua, vendedores na porta de casa vendendo pão, leite, vassoura, brincadeiras de rua, pipas no céu e tranquilidade imperando durante o dia.

E isso tudo me deu uma saudade da minha infância e um orgulho de ter vivido isso, diferente de outros que não tiveram essa oportunidade.

Como seria bom se revitalizassem o subúrbio. Porque revitalizar o povo suburbano não é necessário. Ele se retroalimenta.