sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fair Play

Nesta quarta-feira, dia 20/07, teve muita repercussão o lance do Kleber, jogador do Palmeiras, em que ele ignorou o "Fair Play" no jogo contra o Flamengo. Na verdade, ele não é obrigado pela regra jogar a bola para fora. Porém, moralmente e eticamente é obrigado sim, a mesma forma em que você não é obrigado a ajudar uma pessoa idosa a atravessar a rua ou a ceder sua vez na fila de um banco ou do elevador etc. Mas é sabido, é posto em nossa sociedade, que isso é eticamente correto e o mais sincero a se fazer.

Tenho certeza que, mesmo estando em período de recesso na escola, quando nós professores voltarmos a trabalhar, nossos alunos falarão a respeito. E nós temos que dar conta deste assunto. Como abordar isso? Devemos ser parciais? Devemos apenas fomentar o assunto neles? Mas como faremos isso?

Sugiro, primeiramente, abordar algumas definições como ética e fair play. Numa aula eminentemente prática acho difícil explicar isso. É possível vivenciar esta experiência e, depois, discutí-la. Porém, antes disso, gosto mais de explicar conceitualmente esses pontos, respeitando, claro, a faixa etária dos seus alunos.

Mas, afinal, o que é ÉTICA? Sobre isso, disponibilizo abaixo um programa da TV Futura sobre o assunto, divididos em duas partes.





Já havia exemplificado em outras postagens vídeos sobre Fair Play. O Globo Esporte vai divulgar daqui a pouquinho, logo após o intervalo (e que eu vim correndo para car postar sobre este assunto), o exemplo do jogador Di Canio na década de 90. Eu já havia mostrado esse vídeo para os meus alunos na minha primeira aula de Educação Física de 2011. Fico feliz em ver esse caso no programa, pois só assim meus alunos darão valor ao que eu disse. A mídia é mais forte que nós professores...

De qualquer forma, divulgo abaixo esse e outro vídeo que o Globo Esporte não vai mostrar, ambos muito interessantes.





Não quero fazer juízo de valor, mas o jogo, entre Palmeiras e Flamengo, o Flamengo foi ético desde o início do jogo? E o Palmeiras foi ético desde o inpicio também? O que quero colocar em discussão também é que muitas vezes os esportistas se usam do Fair Play para forjar um personagem, uma pessoa boa, correta, íntegra ou então uma pessoa que precisa de cuidados médicos para parar uma jogada etc. 

Enfim, ter Fair Play, ser ético, não pode durar apenas 90 minutos. Tem que durar a vida toda. O que é importante também analisar é que agir eticamente para mim pode ser para uma outra pessoa, por exemplo, não agir de forma ética. A ética varia de acordo com a religião, cultura, criação etc.

Fica a discussão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Na corda bamba do Slackline

Divulgo abaixo uma reportagem que dei para o Jornal "Valia em dia", da Vale. É um material interessante para tirar dúvidas às pessoas que queiram praticar o Slackline. Além disso, pôde também disseminar tal prática pelas aulas de educação física.

Para ampliar a reportagem, clique em cima dela.

domingo, 19 de junho de 2011

Jogos e brincadeiras populares

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
Conhecer jogos e brincadeiras populares e antigas características da cultura corporal do corpo discente em questão.
Fomentar a prática lúdica em momentos de lazer.
Entrevistar pais e avós.
Duração das atividades
50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não há necessidade de conhecimentos prévios.
Estratégias e recursos da aula
Cada vez mais as crianças têm se ocupado com momentos de lazer que não sejam atividades corporais. O ócio nesta idade, além de uso indiscriminado de jogos eletrônicos e afazeres como curso de inglês, música etc, ganham espaço e tiram o tempo livre de brincadeiras e movimentos básicos para o corpo.
Assim, a Educação Física nos anos inicias deve se preocupar em fomentar, explorar e apresentar jogos e brincadeiras lúdicas que sensibilizem a criança para o exercício físico, alimentando a cultura popular de jogos.
Atividade 1:
Os alunos serão estimulados através de uma roda de conversa a dizer quais jogos/brincadeiras eles conhecem atualmente e que eles usualmente praticam. Nessa roda, será votado duas a três brincadeiras para serem praticadas naquela aula.
Atividade 2:
Após a aplicação dos jogos/brincadeiras, os alunos retornam à roda de conversa para dizer o que acharam. De acordo com os comentários, serão propostos reflexões sobre o ocorrido como, por exemplo, mudança nas regras, diminuição ou aumento do espaço físico para a prática, mudança de materiais etc.
Atividade 3:
Nesta mesma roda de conversa (sobre esta roda, sugiro que esta seja no mesmo espaço que foram feitas as atividades), será questionado pelo professor se seus pais e avós praticavam as mesmas atividades.
Atividade 4:
Após isso, no final da aula, os alunos receberiam uma ficha com um breve texto contendo informações que os estimulassem a perguntar em casa as três atividades que seus pais e/ou avós mais gostavam de fazer quando tinham a idade deles. Os alunos, então, escreveriam nesta ficha e trarão na próxima aula.

Atividade 4:
As atividades (principalmente as desconhecidas pela turma) posteriormente seriam praticadas em aula.
Recursos Complementares
Músicas em CD com cantigas de roda e brinquedos cantados. Por exemplo:
1)
ESCRAVOS DE JÓ
JOGAVAM CAXANGÁ
TIRA,PÕE, DEIXA FICAR
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ
http://www.youtube.com/watch?v=2RBVi4b3dQw
 
2)
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to
Não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca
Admirou-se-se
Do berro
Do berro que o gato deu:
Miau!
http://www.youtube.com/watch?v=0hhz7KSEIAE

3)
Fui no Tororó beber água não achei
Achei linda Morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada
Oh ! Dona Maria,
Oh ! Mariazinha, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha
Fui no Tororó beber água não achei
Achei linda Morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada
Oh ! Dona Maria,
Oh ! Mariazinha, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha
http://www.youtube.com/watch?v=DqWG-gb0Dwo
  
Material como jogos antigos de tabuleiros, peões, jogos de dama, etc.
Avaliação
Devem ser organizadas as ideias trazidas pelos alunos , tais como:
- Qual jogos foram selecionados?
- Qual desses jogos são antigos e que a turma não conhece?
- Quais usam materiais diferentes?
- Quais podem ser jogados na rua, em casa ou na escola?
- É possível achar ou comprar algum desses jogos?

sábado, 21 de maio de 2011

Livro didático de Educação Física

Livro didático Educação Física - Livro didático Educação Física Estado do PR


A Secretaria de Estado da Educação do Paraná está disponibilizando gratuitamente os livros didáticos das disciplinas das escolas entre elas a da Educação Física. Os arquivos em PDF discorrem sobre os assuntos Dança, Esporte, Ginástica, Jogos, Brinquedos e Brincadeiras e Lutas.

Para fazer o download do livro clique no link abaixo:

terça-feira, 10 de maio de 2011

SABER jogar X SER um jogador

Qual a diferença entre saber jogar uma modalidade esportiva e ser um jogador? É a mesma entre o Adriano e Zico, ou a mesma entre o Ronaldinho Gaúcho e o Pelé.

O que eu quero dizer como isso? Bom, é inegável que os quatros atletas acima são ou foram grandes jogadores tecnicamente. Porém, será que todos foram bons jogadores moralmente e em termos atitudinais? Peço desculpas a alguém se não concordam com as comparações feitas acima. Porém, não quero me prender a nomes. Quem não concordar, escolha qualquer nome que lhe faça entender a diferença abordada.

Na escola, o que se vê muito são alunos querendo se mostrar habilidosos e grandes "jogadores", trazendo para dentro da aula, ranços que são vistos na televisão todo domingo à tarde ou quarta à noite. Costumo brincar que o pior dia para dar aula de educação física são nos dias seguintes a esses. Se o Neymar começar a usar uma chuteira rosa, não dá uma semana pra vários alunos aparecerem com a mesma chuteira.

Deixando o tema consumismo de lado desta discussão, o que quero colocar em pauta aqui é que mais do que saber jogar, é preciso ensinar ser um jogador, isto é, íntegro, cordial, solidário, habilidoso, protagonista, líder, agregador e que gere valores.

Para isso, usei com meus alunos uma reportagem (clique aqui) que trata da felicidade em praticar algum esporte e nos ensinamentos que uma derrota dá a alguém, seja ele o vencedor ou o perdedor.

Exercite isso também nos seus alunos.

sábado, 30 de abril de 2011

Tijuca e os esportes

Em comemoração aos 100 anos da Praça Saenz Peña, resolvi iniciar um trabalho que fazia anos atrás como bolsista na época de faculdade e tenho, há alguns meses atrás, trabalhado novamente em cima dela. Chama-se "Mapeamento das intalações esportivas da cidade do Rio de Janeiro". É um projeto inovador, importante e, acima de tudo, árduo.

A prefeitura do Rio de Janeiro, através do Instituto Pereira Passos, já fez um mapeamento esportivo. Porém, a crítica que faço a tal trabalho é que eles apenas quantificam cada bairro com os locais para a prática esportiva. Embora eu saiba a importância e necessidade de um levantamento com esse, ela não o relaciona com a população da região e nem avalia suas condições, assim como exclui equipamentos de lazer como mesas de xadrez e dama. 

Neste meu trabalho, além de quantificar, eu amplio o leque de atividades dando espaço para equipamentos esportivos e de LAZER. Além disso, eu os classifico por Tipologia. São elas:

1) Quadras cobertas: instalações cobertas, com marcações de futsal, basquete, voleibol e/ou handebol e destinados à sua prática.
2) Quadras descobertas: instalações descobertas, com marcações de futsal, basquete, voleibol e/ou handebol e destinados à sua prática.
3) Campos: instalações descobertas, em terreno como gramado e terra batida, que se destinam à prática de Futebol, Rugby, Hóquei em Campo, Beisebol etc.
4) Especiais: instalações ou espaços que não se encaixam em nenhum outra classificação acima como, por exemplo, Pista de skate, ciclovia, pista de atletismo, etc.

Além disso, eu avalio as condições dessas instalações para o uso da população nas seguintes categorias:

A) Condições das marcações;
B) Acesso a portadores de necessidades especiais (PPNE);
C) Iluminação;
D) Condições do piso;
E) Tipo de piso;
F) Presença de banheiros.

Os espaços visitados são todos públicos.

As referências para delimitar o bairro foi utilizado do site da prefeitura http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br/.

Bairro com pouco mais de 8000 habitantes numa área em torno de 3200 ha (Fonte: Armazém de Dados), a Tijuca apresenta pouquíssimos espaços públicos de acesso gratuito para a prática esportiva e de exercícios físicos, direcionando o público tijucano a pagar para tal direito em academias, clubes etc.

A única quadra disponível, por exemplo, é de adminsitração do Shopping Tijuca, ficando restrita aos alunos das escolinhas que ali frequentam e ficando trancada nos outros horários. Cruel, não?

Além disso, a ausência de espaços públicos de qualidade, com uma urbanização pensada e planejada, deve-se em parte, ao meu ver, num direcionamento dos órgãos públicos para a especulação imobiliária, eliminando paulatinamente áreas de lazer e esportivas. Isso fere, inclusive, a Constituição Federal que garante à população o acesso ao lazer.

Perceba a enorme ausência de espaços para a prática coletiva de esportes como futebol, basquete etc. Na Tijuca, não há tais locais, mesmo tendo um quantitativo considerável populacional.

É válido destacar que a presente pesquisa ainda não foi finalizada devido a grandeza da mesma. Vejamos, portanto, os resultado obtidos até o presente momento:


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Slackline nas aulas de Educação Física

Uma modalidade nova que tem conquistando cada vez mais praticantes no Rio de Janeiro é o Slackline ou Corda Bamba.

Pela cidade, é possível ver esta atividade pelas praias pendurandas em seus coqueiros, em áreas como parques e áreas de lazer. Basta haver uma área livre com duas hastes fixas e firmes próximas.

O Slackline consiste em uma corda de 25mm de largura presa em duas hastes firmes e rígidas. O praticante busca subir e se equilibrar na corda, se movimentando e fazendo manobras que priorizam a concentração, equilíbrio e resistência.

Por ser uma atividade corporal nova e contemporânea, é possível trazê-la para dentro das aulas de Educação Física. Os alunos se motivam em praticar algo novo e inesperado dentro dos muros de uma escola, ainda enraigado por um conteúdo conservador  e tradicional.

E foi isso que aconteceu quando levei a corda para a minha escola. Apresentei a modalidade para o 4o e 5o ano do Ensino Fundamental. De uma forma geral, a aula foi um sucesso, porém vale a pena dar dicas e levantar algumas questões e impecilhos. Até porque, não se encontra artigos, estudos, monografias, crônicas etc que abordam a Educação Física e o Slackline. Vale, portanto, deixar minhas contribuições.

Passo a passo:
1) Primeiramente, expliquei do que se tratava o material e contextualizei com eles, fazendo menção às praias cariocas e perguntando se já haviam visto ou praticado tal modalidade.

2) Abordei a importância da normas de segurança. Lembrei que toda atividade física existe riscos de quedas, lesões etc. E cabe ao praticante, tomar as devidas precauções.

3) Expliquei como deveria ser a posição dos pés, joelhos, troncos e olhos:
3.1 - Pés: Ao longo da corda, dando passos um após o outro. Nunca colocando os pés perpendiculares à corda, pois teria menos superfície de contato.
3.2 - Joelhos: Retos ou semi-flexionados.
3.3 - Tronco: Ereto, não permitindo que o centro da gravidade abaixasse.
3.4 - Olhos: Fixar sua visão num ponto fixo a sua frente.

3) Formei duplas, sendo um para subir na corda e outro faria a segurança. Pedi para que todos tirassem os tênis e as meias.

4) Formei uma coluna de um lado da corda com quem iria subir e outra coluna com quem iria fazer a segurança do outro lado da corda.

5) A segurança era feita da seguinte maneira:
5.1 - O praticante seguraria no ombro do "segurança". Este, por sua vez, não seguraria o praticante. Apenas acompanharia-o pela corda ao seu lado.
5.2 - Eu sempre iria do outro lado. Apenas olhando a execução do movimento e ajudaria quando preciso.

6) Após percorrer a corda, a dupla voltaria para o final da fila. Só que trocariam as posições, o "segurança" subirá na corda e o praticante virará o "segurança".

Problemas a serem enfrentados e debatidos:
Algumas turmas minhas possuem mais de 30 alunos. Assim, formei em torno de 15 duplas. Sabendo que é uma atividade lenta e o andar pela corda requer atenção, concentração e paciência, o que fazer com as outras 14 duplas que aguardam na fila???

Essa é a grande dificuldade de uma aula como esta. Todo o professor sabe a dificuldade que é deixar os alunos atentos e quietos por muito tempo. Além disso, após uma aula de 50 minutos, por exemplo, pode ser que cada aluno tenha andando na corda apenas 1 ou 2 vezes apenas! Não parece tão proveitoso assim, né?

Soluções (?)
Coloco a palavra "solução" acompanhada de uma interrogação, pois obviamente não pretendo dar respostas prontas e fechadas. Cada professor sabe das suas necessidades e peculiaridades. Eu busquei minhas soluções. Então, cada um que busque a sua, correto?

1) Usei a corda para outros fins: trabalhei saltos e rastejos com os alunos. Ora afrouxava a corda, ora tensionava e subia a sua altura. Variava colocando colchões para os alunos caírem e etc.

2) Usei a corda para fazer jogo de arremessos, fixando alvos (garrafas pet, bolas etc) em cima da corda tencionada ou arremessando bolas por debaixo da corda e buscando acertar alvos do outro lado da quadra. Depois, pedi que arremessassem por cima da corda também.

3) Criei circuito com vários obstáculos (plintos, colchões, cones, bambolês, trave de equilíbiro e, por último, a corda bamba.

Enfim, espero ter colaborado com outros professores de educação física. Pontuei problemas que envolvem a temática e apresentei soluções.

Acredito na Educação Física atenta às novas tendências e modalidades contemporâneas e urbanas. Vale a pena tentar! Os alunos no final sempre aprovam pedindo "Quero Mais!".